lá fora o sol desponta
e cobre cidades
amigos que se foram
restos de paixões
acorda com a festa do pão
com um cheiro antigo
assuntos perdidos que o tempo levou
terça-feira, 29 de novembro de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
TEXTOS DE APUCARANA
os teus passos separam do vento
as sobras
os caminhos não encontrados
o resto o vento se encarregará de
depositar
na ternura
toda vez que em mim pensares
terça-feira, 3 de novembro de 2015
TEXTOS DE APUCARANA
sabia que seria assim
o peso da solidão
a falta do teu corpo
sabia que seria assim em algumas
noites
a falta maior de tudo
Nessa hora tudo tem uma dimensão
maior
e eu nem sabia assim
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
sábado, 18 de julho de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Andei pouco pelo Brasil, mas mesmo assim o pouco andado, deu
para perceber que cinco séculos depois do descobrimento, ainda não existe um
país de “unidade nacional”, salvo a língua dita português entendida por todos, embora com particularidades
regionais germinando outra língua com raiz comum do latim. No sentido cultural
e muito menos social, essa país não chegou a sua maturidade como nação. Não
seja esse o motivo de pecado do seu povo que tem se esforçado para isso, mas
por culpa única e exclusivamente daqueles que vem exercendo o direito de
governar. E não é isso uma epidemia governamental da república. O endossamento
de interesses particulares permeia o alto poder desde os tempos coloniais. Cargos
públicos ainda hoje são repassados como se fosse um direito hereditário e não,
o exercício da vontade do povo. No pouco que andei esse país, posso dizer que
conheci muitos brasis, na sua cultura, na formação social e no apelo de
continuar existindo. Tal clamor muitas vezes não é ouvido, não porque seja um
grito tímido, mas, porque aqueles que deveriam escutar muitas vezes se fazem de
surdo à agonia de sua gente. O pouco que andei me deu a certeza de continuar
lutando como fizeram os bravos e destemidos de Guararapes na tentativa de criar uma nação.
sábado, 3 de janeiro de 2015
MISSÃO
O roteiro do poeta é acender de luz a ilusão
Que outras medidas tenho para compreender o mundo?
Minha mão espera a vibração da caneta seguir sua trilha
Quem sabe o poema só me tenha-corpo para sua manifestação?
Que outras medidas tenho para compreender o mundo?
Minha mão espera a vibração da caneta seguir sua trilha
Quem sabe o poema só me tenha-corpo para sua manifestação?
sábado, 25 de outubro de 2014
AOS DONOS DO MUNDO
É tua essa terra, mato, capoeira?
Porque é meu apenas o rumo do vento,
o barro, a água, o jumento,
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