terça-feira, 26 de junho de 2012

PARECER


Há nações que somam cinco mil anos de história
outras de tão velhas nem mais existem
Nós temos desde o descobrimento
apenas cinco séculos de vida

Ainda pensamos pequeno
não porque somos criança
mas porque ainda nos espelhamos em velhos moldes ultrapassados de governos
para crescer como nação civilizada

ainda nos atemos a determinados sacrifícios para existir buscando uma fórmula complicada quando tudo o que precisamos já temos
e até demais
visto que outras nações cobiçam nossos valores naturais

ainda pensamos pequeno porque
não desatamos nós mesmos o nó da escravidão
e acreditamos que esperar a esmola de outros povos
ainda é a sina da nossa sobrevivência

ainda pensamos pequeno porque todas as guerras que fizemos
foi para reafirmar o poderio de quem nos invadia
e ao fim de cada batalha
fomos festejar com o inimigo a vitória dele

ainda pensamos pequeno porque na verdade
nunca deixamos de ser esse paganismo
para todoas as outras religiões
embora se diga lá fora e é verdade
que somos o melhor povo do mundo
porque aceitamos a todos de braços abertos em nosso paraíso



(Parte do livro MYATÃ)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quinta-feira, 26 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

POEMA


certas coisas
só cabem no poema
na sua invenção

o que cabe na vida
é pura matéria
sem a imaginação

segunda-feira, 26 de março de 2012

POEMA

Muito
antes do vento
aqui
já estava a pedra
informe

larva
do vulcão

e
antes do pensamento
a
pedra já trazia
para
o poeta

a
forma da solidão

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SOBRE MIM

Nunca fiz um atentado com bomba

ou qualquer artefato pontiagudo

Não sei dirigir carro

Não sirvo para ser enciclopédia

Certa vez pensei que o meu dom era ser invisível

(não passei de vento)

Só sei imaginar

Tomei função de poeta

domingo, 1 de janeiro de 2012

PRIMEIRA MANHÃ

A cidade dorme
como um embrulho dorme
como o silêncio dentro do sono
como a solidão no abandono

A cidade dorme
engravidando flores
rastros de homens sonolentos
astros que explodirão amanhã

sábado, 10 de dezembro de 2011

MATÉRIA BRUTA

A estranheza causa indagação... é daí que vem o meu poema, da matéria bruta, escura, nascido de uma linguagem comum. O resto é lapidar...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

GERAÇÃO PERDIDA?




...e enquanto na calçada da Rua H -Fortaleza- no final dos anos 70 e começo dos anos 80 do século XX, um bando de adolescentes sem a orgia da internet buscava compeender Salvador Dali, Pink Floyd, poesia concreta, etc. sem se preocupar com malhação -que não fosse aquela para o cérebro. Tentava criar uma arte (meu Deus!), sem noção do que era arte, mas se queria fazer uma.




Hoje, 11 anos entrando no século XXI, esses adolescentes continuam seguindo, cada um agora com sua visão...




Os adolescentes (daquele tempo) eram Júlio Maciel (diretor e ator de teatro, artista plástico), William Bezerra (cantor e compositor), Marta Aurélia (cantora e atriz), e eu poeta da Rua H.